Reunião de 05/05/2026
Presentes (todos a distância): Alessandra Folha Mos Landim, Arthur Ribeiro Costa e Silva, Beatriz Amorim de Azevedo e Silva, Giulia C. Gramuglia Araujo, Igor Bezerra de Mesquita, Pedro Henrique da Silveira Nunes, Sheila Vieira de Camargo Grillo, Taciane Domingues Ferreira, Valentina Nicolino Pereira, Vânia Lucia Menezes Torga, Yuri Andrei Batista Santos.
Pauta:
- Informes
- Jornada “Por uma filosofia do ato” em dezembro de 2026
- Discussão do artigo Fontes e sentidos do conceito de imagem na obra de M. Bakhtin e do Círculo de Sheila Vieira de Camargo Grillo e Beatriz Amorim de Azevedo e Silva
- Discussão do texto “Por uma filosofia do ato” nas reuniões do Diálogo
Reunião:
Às 15h do dia 05 de maio de 2026, teve início a reunião do Grupo de Pesquisa Diálogo (USP-CNPq).
Na seção de informes, foi noticiada a defesa da tese de Ana Carolina Pais, A literatura fantástica de A Song of Ice and Fire em contrastes de línguas/culturas: um estudo sobre a tradução da carnavalização e do realismo grotesco do inglês estadunidense para o português brasileiro, no dia 29/05/26, sexta-feira, às 14h, na sala dos professores no. 114 do prédio
Foi anunciada ainda o depósito da tese de Taciane Domingues Ferreira, Sobre a Diversidade de Construções Linguísticas e sua influência no desenvolvimento espiritual do gênero humano, uma tradução inédita da obra canônica de Wilhelm von Humboldt, cuja defesa está agendada para 03/08/26, às 14h, sala 120 do prédio da Administração da FFLCH.
Em seguida, foram anunciados novamente os dois números temáticos: um na revista Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso - “60 anos de A obra de François Rabelais e a cultura popular na Idade Média e no Renascimento (1965-2025)”- com prazo de submissão em 30/06/2026; e outro no periódico Linha d’Água - Carnaval, riso, ambivalência, grotesco e discurso em “A obra de François Rabelais e a cultura popular na Idade Média e no Renascimento” de Mikhail Bakhtin, com prazo de submissão em 30/08/2026. Ambos os números são os resultado do Colóquio “60 anos de A obra de François Rabelais e a cultura popular na Idade Média e no Renascimento (1965-2025)” ocorrido na Universidade de São Paulo, em 04 e 05 de dezembro de 2025
No final de 2026, foi combinada uma jornada sobre o livro “Por uma filosofia do ato” (1918-1924), em 11/12/2026. Para preparação dos integrantes do grupo, ficou acordado que, nas reuniões do grupo de 2026, reservaremos um tempo para discussão dessa obra de M. Bakhtin. Nesta reunião, não tivemos tempo para tratar deste tema.
Na sequência, passamos à discussão do artigo Fontes e sentidos do conceito de imagem na obra de M. Bakhtin e do Círculo de Sheila Vieira de Camargo Grillo e Beatriz Amorim de Azevedo e Silva. As discussões se concentraram na parte dedicada à estética de Immanuel Kant. Foi observado o fato de a faculdade da sensibilidade realizar uma síntese, o que contrariaria seu papel receptivo, bem como a concentração na estética da “Crítica da razão pura” em detrimento da “Crítica da faculdade do juízo”, que estaria mais próxima do conceito de “imagem artística”, enquanto categoria, objeto simbólico, forma de apreender a realidade circunscrita a um campo.
Por fim, foi iniciada a discussão do texto “Por uma filosofia do ato” (1918-1924) com observações sobre: 1) o título “Por uma filosofia do ato”, que foi atribuído pelos editores russos e não por M. Bakhtin; 2) a publicação tardia (1986) e consequente conhecimento tardio do texto na União Soviética, assim como ocorreu no Brasil e em outros países; 3) O termo russo “postúpok” (ato), que inclui a ideia de dar um passo (na composição da palavra, há o radical “stup”, que significa passo), estando relacionado à esfera prática e cotidiana; 4) O fato de o filósofo russo contemporâneo Grigóri Tultchínski (2020) considerar que o termo russo “postúpok” [ato] é de difícil compreensão nas línguas europeias, pois nelas significa, sobretudo, “ação física”, destituída da motivação e da responsabilidade da ação, e “realização” [deed], sem a consideração do seu projeto [замысл] e do processo.“Postúpok” é a única realidade que participa do existir-acontecimento. Postúpok sempre implica escolha, iniciativa e responsabilidade próprias da personalidade individual atuante ou do sujeito moral, incluindo seu pensamento, sentimento, palavra, gesto e ação; 5) O uso de recursos gráficos tais como <?> para sinalizar palavras ou trechos incompreensíveis no manuscrito; 6) O contraponto inicial estabelecido por M. Bakhtin entre atividade estética e o momento transitório do existir e a natureza aberta do seu acontecer; 7) A proposição do ato como totalidade composta por e unificadora da unidade objetiva do campo da cultura e da singularidade irrepetível da vida vivenciada.
A reunião foi encerrada às 16h50.
A partir de agora, nosso grupo de pesquisa passa a divulgar suas atividades neste novo site. Para acessar o conteúdo publicado anteriormente, basta acessar o ARQUIVO na coluna à direita e buscar as postagens de acordo com o mês.